Governança Florestal na Região das Cabeceiras do Xingu
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Relatório Atividades Formad - 2008
Relatório Atividades Formad - 2007
Parceiros: Instituto Socioambiental (ISA), Instituto Centro de Vida (ICV), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Sindicato de Trabalhadores Rurais de Lucas do Rio Verde (STR LRV) e Fórum Matogrossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento (FORMAD), SINTEP.
Duração: 2007-2010
Recursos: União Européia
A bacia do Rio Xingu é uma das mais importantes da Amazônia brasileira e concentra uma mostra muito representativa da diversidade cultural e biológica do país. A parte central da região das cabeceiras encontra-se legalmente protegida, através de uma extensão contínua de mais de 3 milhões de hectares de terras indígenas oficialmente demarcadas, com destaque para o Parque Indígena do Xingu. Porém, as nascentes e rios formadores da bacia estão situados fora das áreas protegidas e estão sujeitos aos impactos da expansão da fronteira agrícola, numa área crítica do chamado "Arco do Desmatamento".
Por este motivo, o projeto Governança Florestal na Região das Cabeceiras do Xingu visa promover a conservação e a gestão sustentável na região das cabeceiras do rio Xingu, de modo a transformá-la num laboratório de experiências aplicáveis a outras partes da Amazônia vulneráveis ao avanço da fronteira agrícola. Entre as atividades planejadas estão a promoção de discussões qualificadas da gestão da bacia do Xingu, implantação de projetos piloto de planejamento e gestão do território em nível da paisagem e do município; implementação da rede de articulação de experiências de recuperação de áreas degradadas; implementação de projetos piloto de recuperação ambiental; ações para o fortalecimento de lideranças sociais, além de ações de estímulo ao engajamento socioambiental dos públicos envolvidos.
Entre as atividades a serem desempenhadas pelo FORMAD está o apoio na implantação de programa de formação socioambiental de lideranças sociais da Bacia, bem como no desenvolvimento da Campanha de Valorização de Áreas Protegidas, visando a sensibilização e mobilização de jornalistas, educadores do ensino público e sociedade em geral, destacando os benefícios das áreas protegidas e a importância para a sustentabilidade social, econômica, cultural e ambiental da região. Cabe ao Fórum, ainda a criação e o fortalecimento de entidades e de núcleos de mobilização local.